sexta-feira, 6 de novembro de 2009

2 AS

Calma, só um pouquinho. Tá difícil me achar nessa bagunça. Mas pode entrar, só não se perca, porque eu sei pouco sobre as minhas coisas.
Ou quem sabe você me ajuda na organização, só que se mexer me avise, tem que ser do meu jeito.
Ali no canto tem um pouco de animação, no outro alegria e dentro do armário tem uma caixa que ninguém pode mexer, fica o aviso. A chave ficou comigo por algum tempo, mas decidi jogar fora para não cair em tentação, mas a deixei ali, no cantinho, dentro do armário, trancada, a minha caixa.
Aí, você aparece e diz que sabe a senha que pode reabrí-la. Fico feliz, mas sinto pena.
Minha bagunça é tão ácida. Não quero machucá-lo, mas quero a tal senha, preciso dela.
Fico fora o dia todo, se quiser deixo a porta aberta para você arrumar algumas coisas. Só precisa de tempo. Acho que 1 vez por semana, no máximo 2 horas, durante o tempo em que você aguentar, para mim é o suficiente.
Durante suas visitas deixarei recados para você saber sobre as coisas em que pode mudar. Não adianta ligar, meu telefone é mudo.
Paciência será fundamental.
Então, a porta está aberta, se quiser. A senha não é difícil de ler.

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