Um castelo de cartas que é construído com tanto cuidado, cada gesto pode ser determinante, é preciso leveza, calma e dedicação. Acho que os sentimentos também são assim, precisam dos mesmos cuidados e exigem ainda mais. Tudo começa da interação entre duas cartas, que formarão a base.
Todos sabemos que para se chegar ao topo é preciso uma base sólida, bem moldada. E sonhamos com o topo. Quem já passou noites em claro na busca do castelo perfeito sabe do que estou falando.
Todos os dias mais e mais cartas são colocadas e o castelo vai ficando mais pesado. Sonhos, fantasias, expectativas. O primeiro piso já foi concluído, evolui-se para o segundo, terceiro, quarto, e assim segue até o oitavo.
Quando por um descuido algumas cartas caem. E a vontade de desistir aparece, mas aí lembra-se do topo e a construção continua.
As cartas são recolocadas e mais um andar é concluído. Imaginando aquele tão sonhado objetivo aparece a ansiedade. E então, sol e lua se confundem. E tudo gira em torno do castelo. E de repente, a ânsia causa um desastre. Um gesto sem leveza derruba todos os andares construidos. E aqueles sonhos, fantasias desabam, as cartas que estavam alçando vôo caem brutalmente.
E assim acontece com os sentimentos, só que as cartas deste baralho são infinitas. Todos os dias é necessário acrescentar duas ou mais, sutilmente.
Cansei de tentar construir castelos, ver minhas fantasias demolidas.
Coração também sofre LER. E o meu está todo despedaçado por amar errado.
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