terça-feira, 27 de julho de 2010

Entre o ócio e o ofício!

Hoje amanheceu um dia lindo, mas frio. Como de costume deixei o café sendo preparado (apesar de não ficar muito bom é o que o tempo exige) e fui ao banho. Depois algumas notícias, outras músicas, o pão e o café. E veio a rotina, ainda leve, as férias meio perdidas aparecem nas tardes ociosas.
Assisti um filme bonitinho, Minha vida sem mim. Li um pouco. Dormi. Levantei. Alguma coisa estava faltando e eu sabia, não exatamente, o que era. Procurei alguns textos, mas não era isso que eu queria.
Então resolvi escrever, vai ficar mais ou menos mas espero que agrade.
Não é de hoje que tento descobrir o que realmente significa amizade. É uma busca que pode resultar em nada, em desconfianças, em descobertas agradáveis, mas enfim é legal arriscar.
O tempo é bom porque revela que algumas amizades iniciam no A mas não chegam nem ao Z.
Quando você menos espera, ou melhor, de quem você menos espera é que surge a boa e velha amizade. Amigos passam rápido em nossa corrida, os verdadeiros nunca esquecemos, tempo, distância, afinidades são obstáculos facilmente ultrapassados.
Lembro do jardim de infância, meus colegas brincando e sonhando em crescer, discutindo o futuro, profissões. Era tudo tão inocente que não imaginavamos que pequenas (ou grandes) oportunidades nos separavam. É tão bom voltar para casa e saber que restaram poucos mas bons amigos daquela época, a amizade inocente, emoldurada em uma praça.
Crescemos e alcançamos a realidade. Mudanças, relógio correndo e a instabilidade emocional cercada de medos, incertezas, decisões rápidas. Colegas de cursinho, de pensionato, a amizade cooperativa e competitiva rasurada em agendas, livros.
Na universidade não é diferente, pessoas com ideiais, pontos de partida e de chegada distintos. Uniram-se numa etapa de vida similar e compartilham momentos, sem dúvidas, inesquecíveis. E o futuro? Quantos levaremos em nossa pequena bagagem?
Todas amizades desenhadas, lá, ali e aqui.
E os amigos que encontramos fora do desenho? Que entram em nossa vida e mesmo longe sabem, sentem o que você está pensando. A presença não se faz necessária para um elo, longo e belo.

Cada instante lembranças, saudade.
A praça, o bosque, os livros, a caixa amarela.
A certeza de que em cada passo dado uma planta foi semeada. Em alguns casos cultivada.
Somos meros jardineiros dessa flor chamada amizade.


A todos os meus amigos perdidos na minha bagunça.
Hoje é um dia em que uma das minhas sementes, em especial, necessita de água.
Obrigada.

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