Hoje estou com vontade de escrever, já passei 3 textos mas não quero postá-los. É estranho, minhas palavras escorrem, mas não dizem nada (é o que parece). Além do mais, sou sempre tachada de pedante. Ah, minha vontade é de gritar, gritar o mais alto possível para tentar passar para os outros um pouco do que sinto, mas é ridículo, ninguém mais vai sentir uma coisa que é tão minha. A chuva cai e não leva nada além dessas “malditas” gotas que insistem em cair dos meus olhos.
O ato de guardar, esconder o que é meu sempre me chamou a atenção. Aí surge a pergunta, como posso querer, como posso julgar que uma pessoa é minha? E o pior, querer escondê-la só para poder usar a frase mais idiota de todas “é minha e ponto”.
Sei lá. Deve ser essa chuva, que faz isso comigo. Quero fugir, não me suporto mais. Não me venha com essa história de que o tempo cura tudo. O tempo além de não curar piora.
Cara, que droga é essa que me provoca todas essas alucinações. Fico maluca com tudo isso. Preciso estudar, tem um milhão de páginas me esperando e mal começo a ler e minha mente já está longe. Sei que a culpa é minha. Não queria crescer, sério. Ter responsabilidade é muito chato, criar sentimentos também. 19 anos e mente de 15 será que é assim que as pessoas me vêem? Acho que, algumas vezes, minha maneira de agir comprova tal tese. Só que não vou mudar. Não é porque a chuva não para de cair, as páginas brotam e a matéria se acumula, que vou parar de sorrir, de fazer brincadeiras. Sim, tenho 19 anos e tenho muito medo de me tornar uma adulta chata, programada para trabalhar, ter filhos, uma família e passar pelo mundo, passar pela vida sem ter feito nada, sem ter, ao menos, tentado realizar meus sonhos. Porque é dessa forma que a maioria das age. Cresce e se interna em um mundo particular, destinado a produzir tudo em série. Não, não quero ser uma rebelde sem causa ou uma idiota que ri em vez de chorar. Mas também não quero me dedicar ao fordismo.
Tá vendo o nível? Chega a ser triste o fato de não ser alucinação.
Pra que concordar com todas as coisas? Hoje segunda, amanhã terça, depois sexta e semana que vem e veio o mês, o ano. Pessoas vão, outras chegam e você abandona tudo? O ontem, o agora só pra chegar no amanhã e dizer “consegui”, só que aí não tem mais solução, sua mente já está tão fechada que nada mais vai conseguir mudá-la. E a saga foi cumprida por mais um, mais um, mais um...
E com o tal do amar, fazem a mesma coisa. Quem o encara deve saber que está destinado ao fim, o lixeiro está passando é hora do descarte, amanhã já vem outro e assim segue. Não sei, não entendo. O problema sou eu?
É duro, já deveria estar pronta para a reciclagem. Como pude deixar enganar-me. Fui mais uma, outro troféu na coleção.
Essas coisas não cabem em mim. Deixar o tempo passar e perder o amor da sua vida? Não faça isso, porque o meu já se foi e não volta mais. Amor não se produz em série.
Sempre achei fácil amar, mas depois que minha vida girou em torno de alguém vi que de fácil não há nada. Justo eu que sempre mantive o amor próprio em primeiro lugar. Estou aqui escrevendo um texto feito uma imbecil e imaginando a reação de alguém que nem vai chegar a ler. Engraçado, dolorido, exaustivo. Viva a chuva.
Nenhum comentário:
Postar um comentário