Minha criatividade anda em baixa. A inspiração se perdeu junto com tantas outras coisas. Talvez seja minha falta de vontade, estou muito preguiçosa. Tenho 5 livros começados, as matérias já formam montes e meu estoque de filmes aumenta. Sabe aquelas épocas em que você fica avesso a tudo e todos? Então.
Nessa fase há uma espécie de martírio. Ficar lembrando de coisas, dar esperanças ao que já passou. E aí parece que tudo conspira contra você, é hora do autoflagelo. Sem mentira, das coisas que li, no mínimo 10 me empurraram para trás.
Começou com a volta das aulas. Aquele friozinho na barriga, uma vontade de ficar, mas o sonho exige a partida. A saudade que cai em forma de minúsculas gotas. A troca de casa. Mudança de rotina. Oscar Wilde já alertava o erro é criar hábitos e confesso estar extremamente habituada. Habituada a tudo, a não querer sair do passado, ter tudo pronto, ter carinho. Alguém para brigar e depois descançar sobre a reconciliação. Rasurar folhas de papel com sentimento. Hábitos são erros.
Bob Marley me auxilia. "Os ventos que as vezes tiram algo que amamos, são os mesmos que trazem algo que aprendemos a amar. Por isso não devemos chorar pelo que nos foi tirado e sim, aprender a amar o que nos foi dado.Pois tudo aquilo que é
realmente nosso, nunca se vai para sempre." John Lennon também.
Reli o Pequeno Príncipe e o flagelo retornou "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas!". Não cativei nada? Tudo foi vão? Eu sei a resposta mas não quero, estou habituada a não aceitá-la, machuca muito não cativar.
Ás vezes, o meu silêncio pede ao seu que fale cada vez mais. No entanto, permaneço surda.
E que venha logo a próxima fase.
"Às vezes, o meu silêncio pede ao seu que fale cada vez mais. No entanto, permaneço surda." Amei, quero pra mim.
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