quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Já é tarde!

Há dias não consigo escrever, leio, leio, leio e quando tento deixar a caneta correr algo me prende. Tento descobrir, mas é uma tentativa frustrada. Hoje a insônia me acompanha na busca.
Tô cansada fisicamente, acordei cedo, aula o dia todo. Meus olhos estão cansados, no entanto o lençol está nos pés e as cobertas no chão. A TV fala com as paredes. A janela aberta mostra um céu com poucas estrelas. O que eu quero não tem na geladeira. Na sacada passa um vento frio. As borboletas escolheram meu estômago para fazer manobras arriscadas. Meus olhos ardem e minha cabeça começa a doer. Mais uma volta na chave da porta. O espelho está manchado. As cobertas voltam para a cama.
Pensamentos deveriam ser censurados em noites de insônia.
O lado direito deve ser mais confartável que o esquerdo, pensando bem acho que não. Volta, vira.
Será que amanhã vai fazer sol? Vou almoçar em casa mesmo. Tem um mosquito no teto. Essa porta seria mais bonita se fosse marrom. Minha abelha faz pequenos vôos.
Li, um dia desses, que muitas pessoas para escrever precisam estar no auge ou do amor ou da melancolia, pois digo, insones também escrevem. Borboletas me irritam.
Queria estar em casa, correr para o quarto dos meus pais como se estivesse fugindo de um montro terrível. Poder me sentir protegida. Viajar é bom, mas a viagem interior durante a madrugada é exaustiva.
Por que eu fiz isso? E aquilo? Perguntas, perguntas. Minhas atitudes são assustadoras. Estou agindo como uma criança que perdeu um brinquedo. Ainda não percebi que cresci. Já sou "gente grande" e bati de frente com o mundo.
Acho que (não) estou começando bem, desilusão, responsabilidade, medo, insegurança.
Deve ser durante a noite que as "gente grande" tiram a máscara para polir e aí aparece a insônia.
Estou bem, tenho uma família maravilhosa, amigos confiáveis, sonhos cansados e excessos (des) necessários.
O maior medo é sentir-me vítima da indiferença. "O pior crime para com os nossos semelhantes não é odiá-los, mas demonstrar-lhes indiferença: é a essência da desumanidade."
Finalmente um bocejo, não posso desperdiça-lo. Amanhã é outro dia e preciso acordar cedo e ver se limpei direitinho.

"Sei que ela terminou
O que eu não comecei
E o que ela descobriu
Eu aprendi também, eu sei
Ela falou: - Você tem medo.
Aí eu disse: - Quem tem medo é você.
Falamos o que não devia
Nunca ser dito por ninguém
Ela me disse: - Eu não sei mais o que eu
sinto por você.
Vamos dar um tempo, um dia a gente se vê.
E eu dizia: - Ainda é cedo
cedo, cedo, cedo, cedo."

Um comentário:

  1. Biazinha, há um tempo não lia seu blog. Está tudo muito corrido.
    Seus textos continuam sendo atrativos.
    Ainda percebo aquele tom do qual sempre te falava. Você falou em mudança em um dos textos, certo? Cadê? Não mude seu jeito de escrever,apenas encontre outros destinatários.
    Você mudou de tel e nem me avisou, ok. Palhaça.
    Saudade, futura vestibulanda, ainda vou te convencer.

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Bem vindo, Tédio